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Memories of Kitsune - Capítulo Final



Trilha sonora - Kingdom Hearts Roxas Theme


“O mundo é cruel e frio... Até então eu não sabia disso. Eu era apenas uma criança, que não tinha personalidade, que não possuía emoções. Caminhando sozinha num mundo que não tinha cores, com medo de todos ao meu redor, evitando encarar as pessoas, sem saber de absolutamente nada. Não sabia o que era sorrir, não sabia o que era ter amigos e família. Nada. As palavras daquele estranho jamais saíram da minha cabeça desde aquele dia. Eu realmente deveria confiar nele? E se estivesse mentindo? E meus pais... Deixaram-me sozinha e foram embora... Será que me amavam mesmo? Me pergunto se ainda estão vivos. Bem, isso realmente não importa agora. Eu apenas espero que tudo isso possa um dia acabar, para que eu possa sorrir novamente. Se é que eu já sorri algum dia.”

Estava uma noite fria, como sempre aliás, ficava cada vez mais tarde e as ruas lentamente iam ficando desertas. O vento soprava muito forte fazendo um gelo subir na espinha. Essa era a melhor hora para Kitsune, nenhuma pessoa para incomoda-la quando passava. Dois anos haviam se passado desde que encontrou aquele estranho na floresta, ela ainda sentia-se insegura sobre ele, mas não podia fazer nada agora, sangue inocente já fora derramado e não havia como voltar atrás. Não muito longe dali, Yusuke ainda persistente, caminhava sem rumo à procura da menina, talvez ele nunca mais a encontrasse novamente? Não tinha certeza, mas definitivamente não desistiria e a encontraria de qualquer forma, mesmo que isso levasse sua vida inteira. Foi desacelerando seu passo assim que viu uma figura passar arrastando uma grande espada coberta de sangue pelo chão, a luz do luar clareou seus cabelos negros que iam até o meio de suas costas, quando a mesma virou seu rosto para ver quem se aproximava, seus enormes e assustadores olhos vermelhos brilharam como rubi. Só uma única pessoa tinha olhos como aqueles.
— Kit...sune...? — Ele sussurrava para si mesmo.
— Quem está aí? — Perguntou a garota aumentando o seu tom de voz.
— É você mesma... — Yusuke foi se aproximando lentamente, seu corpo todo tremia e sentia um frio na barriga. Kitsune ergueu sua espada devagar mostrando que iria ataca-lo.
— Quem é você?
— Você... Não se lembra de mim?
— Deveria? — Yusuke engoliu seco.
— Por favor, Kitsune... Você precisa lembrar. — Ele parou alguns centímetros antes da garota.
— Como sabe meu nome? Quem é você, afinal?
— Eu sou Yusuke. Nos conhecemos numa floresta. Mas pelo visto você perdeu suas memórias...
— O que é você?
— Eu não sei...
Houve-se um breve silêncio.
— Saia da minha frente, você está me atrasando. — Disse Kitsune finalmente com uma expressão séria em seu rosto.
— Para onde você vai?
— Não é da sua conta.
— Seja o que for... Você precisa me ouvir...
— Saia da minha frente e eu não o machucarei.
— Droga, por que você tem que ser tão teimosa? — Yusuke disse coçando sua cabeça. Kitsune já estava ficando impaciente e começara a ranger os dentes. Ela andou em direção ao rapaz, na certa o mataria ali mesmo. Ele permaneceu imóvel e em silêncio.
— Eu disse... Saia... Da minha... Frente... AGORA!! — A garota correu em direção à Yusuke com a espada apontada para o estômago do mesmo. Rapidamente ele desviou, e para sua sorte a espada só pôde acertar sua blusa.
— Eu não quero lutar com você.
— ENTÃO SAIA DO MEU CAMINHO! — Novamente Kitsune correu em direção à ele, o mesmo segurou sua mão impedindo-a de acerta-lo e a encarou por alguns instantes.
— Esses olhos... — Dizia a garota em voz baixa — Eu conheço esses olhos... — Kitsune o olhava um pouco confusa soltando sua espada e deixando-a cair no chão.
— O-O quê?
— Eu... Os já vi antes... Mas não consigo me lembrar onde... — A menina franziu as sobrancelhas — Mas isso não importa. Solte o meu braço. — Yusuke não disse nada, mas continuou a segura-la firme.
— Você não quer ao menos tentar?
— Não, o que eu ganharia com isso?
— Eu caminhei muito até encontra-la. Não sei bem o porquê fiz isso, mas apenas o fato de vê-la de novo me deixou feliz, um sentimento que nem eu mesmo sabia que poderia sentir novamente.
— Como assim? — Ela perguntou curiosa.
— Eu vi meus pais serem mortos bem à minha frente. Eu perdi minha razão naquele momento, e junto com ela, minha vontade de viver e maior parte dos meus sentimentos.
— Eu não consigo entender... Afinal... Nem sei se tenho pais mesmo... — Ela disse diminuindo o tom da sua voz.
— Eu sei o que você está sentindo. — Após ouvir isso Kitsune mudou sua expressão facial novamente.
— Não você não sabe. Ninguém sabe como eu me sinto. Você pelo menos se lembra do que aconteceu, e sabe pelo que quer lutar. Mas eu não. Eu não sei, não tenho memórias, nem sei o porquê quero vingança, se é que isso vai me ajudar em alguma coisa. Eu só queria que tudo isso acabasse, poder acordar ao lado dos meus pais. Poder lembrar aquilo que eu não consigo mais. Eu quero poder sorrir! — A garota começara a chorar, mas dessa vez havia algo diferente, não eram lágrimas de sangue. Eram lágrimas reais. Ela abaixou seu rosto e continuou a falar — Eu estou presa sozinha em um lugar escuro e sem saída, tendo que ouvir as pessoas me chamando de coisas horríveis, eu não quero mais me sentir assim, você acha que me divirto matando essas pessoas? Pois está enganado.
— Kitsune... Eu...
— E agora você aparece dizendo coisas estranhas, me confundindo mais ainda, eu não tenho ninguém para ficar ao meu lado, ninguém em que eu possa confiar de verdade. — Ergueu seus olhos cheios de lágrimas que embaçavam sua visão ao rosto do rapaz — E seus olhos... Eu gostaria de lembrar, eu sei que já te vi antes, mas eu não consigo! Não consigo... Eu não posso... Eu sou inútil e fraca... Eu... Eu só queria ser feliz! Isso é pedir demais?! — Falou num tom de voz mais alto soltando seu braço da mão de Yusuke.
— E-Espera!
— Suma da minha frente... Ele estava certo afinal, eu sou apenas um demônio. — A garota apanhou sua espada do chão e saiu correndo enquanto tentava cessar suas lágrimas o que fora em vão, mesmo que quisesse não conseguia parar de chorar. Seu coração estava apertado, ela não sabia mais o que estava sentindo, apenas correu para longe.
— Você não é inútil e fraca... Eu que sou... Sou inútil por não ter limpado suas lágrimas e fraco por não tê-la protegido. Você... Era a minha razão para viver... E eu a deixei ir... — Dizia Yusuke olhando para o chão com as pernas já bambas o que o fez cair de joelhos. A chuva começara a cair no lugar piorando a situação.
Kitsune continuava a correr, mas acabou tropeçando em uma pedra e caiu. Ela virou a cabeça para trás para ver se já havia sumido das vistas de Yusuke, não havia ido muito longe e ainda conseguia ver o rapaz, além dele também viu uma pessoa alta com uma corda em mãos o cercando, Kitsune não conseguiu visualizar o seu rosto, apenas viu o homem amarrando Yusuke. O garoto pareceu não reagir e continuava cabisbaixo, logo Kitsune estava de pé, a pessoa deu um soco no rosto de Yusuke e após isso saiu o arrastando. Kitsune deu um passo à frente, mas foi parada. Era Kentaro. Ele a olhava seriamente.
— Onde você pensa que vai? — Perguntou segurando forte o braço da menina e apertando.
— E-Eu...
— Já se esqueceu do que eu te disse? Ou preciso repetir?
— N-Não, eu só ia...
— Você não possui sentimentos, pirralha, coloque isso na sua cabeça. Não precisa se importar com ninguém, apenas obedecer às minhas ordens! Agora vá! — Ordenou empurrando Kitsune no chão  — E eu espero não ter que vir repetir isso a você novamente.
— Claro... Como quiser... — Disse a garota abaixando sua cabeça, e logo após isso Kentaro desapareceu. Ela se pôs de pé, e voltou a seguir seu caminho, não tinha escolha, não conseguia fugir daquilo que a prendia. Apenas seguiu... Seguiu sem olhar para trás...



“É assim que foi e sempre vai ser. Estou destinada a caminhar sozinha, durante toda a eternidade. É um pesadelo que nunca vai ter fim. O medo me corrói por dentro, e o tempo vai apagando o que restou de minhas memórias, mas a dor que eu sinto, nunca poderá ser apagada. E isso é um peso que eu vou levar pra vida toda.”



The End.

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TERMINEI! *joga teclado pro alto*
Eu sei, demorou. Mas esse era o capítulo final, precisava ser foda. Coisa que não aconteceu.
Bom, pelo menos eu tentei. Espero que tenham gostado, em breve começarei a escrever a fic do Yusuke. Me desculpem qualquer erro de ortografia, eu revisei, mas sempre tem um. Os desenhos foram todos com base, porque como eu disse, tinha que ser foda. E meus desenhos originais não são fodas. Enfim... Acho que era só isso. Se eu tiver esquecendo de falar algo eu dou um update aqui. Não tem letrinhas em negrito porque fiquei com preguiça, se fodam ae :U
Até a próxima (づ ^ v ^ )づ

Marcador daora rç

Memories of Kitsune - Capítulo IV

Já estava quase anoitecendo, Stevie resolveu parar um pouco para descansar, ele estava suado e ofegante, havia corrido demais afinal.
— Droga, garota! Tudo isso é culpa sua! Por que não nos poupa de trabalho e morre logo de uma vez? — Ele disse enraivecido.
— Por que as pessoas são egoístas assim? — Disse a menina abaixando a cabeça.
— Egoístas? São criaturas como você que sempre estragam tudo! Destroem coisas e casas, matam pessoas... Depois nós que somos egoístas! Aliás... Por que eu ainda não matei você mesmo? — O homem pegou sua espingarda e apontou para Kitsune, a mesma ficou imóvel com os olhos arregalados, ela estava com medo, não sabia como se defender sem perder o controle novamente. Por que Yusuke não estava ali para protegê-la como prometido? Stevie apertou o gatilho. Para a surpresa de ambos, a garota estava intacta, mas como aquilo fora possível?
— Heheheh... — Uma voz grossa e rouca surgiu, Kitsune dirigiu seus olhos a uma grande árvore — a maior da floresta — e viu uma pessoa sentada em um galho, parecia ser um homem normal, mas havia algo diferente nele que só Kitsune conseguia enxergar. Seu cabelo era longo e negro e seus olhos violeta, vestia uma capa preta e possuía unhas enormes que mais pareciam garras, além disso, era possível sentir uma forte energia negra e maligna vindo do mesmo.
— QUEM DIABOS É VOCÊ? — Gritou Stevie já sacando sua arma novamente.
— Oh... Que indelicadeza a minha... Eu sou Kentaro. E não precisa se esforçar, afinal, sua arma não me atinge. — Sorriu enquanto jogava para o alto a bala que havia evitado acertar em Kitsune. A garota o olhava com os olhos fixos, e ainda teve a impressão de ver algo se mexer por dentro de seus cabelos.
— O QUE VOCÊ QUER, AFINAL? — O estranho riu ironicamente andando em direção à arma apontada para seu peito.
— Humanos são bem interessantes... Mas acho que a máquina emperrou por aqui e a ficha não caiu... — Ele segurou a ponta da arma e a amassou como se fosse papel.
— Você é... — Kitsune falou olhando para as duas orelhas negras que apareceram dentre o cabelo do rapaz.
— Sim! Finalmente entendeu! Eu sou um demônio! Ou melhor... Uma raposa demônio.
— OUTRO? O QUE VAI FAZER CRIATURA DAS TREVAS?! — Berrou Stevie dando passos para trás, e num piscar de olhos, Kentaro o atacou fazendo o homem cair morto no chão, o sangue do mesmo espirrou para todos os lados.
— E você... Kitsune... — Kentaro ergueu o olhar para a menina. — Parece assustada... As pessoas são cruéis, não são? — Falou enquanto rodeava lentamente a garota, que concordou com a cabeça. — E seus pais... Foi tão horrível, pequenina...
— O que quer dizer? — Perguntou erguendo uma das sobrancelhas confusa.
— Eles tiveram um fim trágico, afinal... E os culpados são humanos desprezíveis como esse que acabei de me livrar... — Kentaro foi se aproximando mais da menina com um sorriso assustador em seu rosto. — Eles estão mortos. — Kitsune arregalou os olhos cambaleando pro lado.
— O-O quê? É MENTIRA!
— Por que eu mentiria? Eu sou como você...
— M-Meus pais... — Os olhos de Kitsune encheram-se de lágrimas novamente, aquilo estava se tornando um grande pesadelo para ela, primeiro Naraku, e agora os seus pais.
— Como se sente? Está com raiva? Quer se vingar?
— Sim... — A expressão no rosto da garota mudou, ela havia sido tomada pelo ódio e queria como nunca fazer quem matou seus pais pagar caro.
— Faremos um acordo... — Ele disse seriamente.
— Que tipo de acordo?
— Assim como seu pai, você vai ter um dom especial em seu olho esquerdo, ele irá lhe possibilitar enxergar a aura de seus oponentes e seus respectivos pontos fracos. Claro que você vai precisar aprimora-lo e isso não será fácil... — O rapaz estendeu a mão para o lado, raios saíram da mesma e uma grande espada surgiu. — Eu te darei toda a força que você precisar... E além disso... Você vai ganhar uma espada para se defender. Mas...
— Mas o quê?
— Irá perder todas as suas memórias, não se lembrará de nada que vivenciou até hoje, esquecerá de todas as pessoas que surgiram até agora em sua vida, e quando você completar 15 anos e já tiver desenvolvido por completo o seu dom, eu irei atrás de você e cobrarei o favor. O que me diz...? — Kitsune olhava atentamente a espada nas mãos de Kentaro e pensou em tudo que poderia acontecer se ela perdesse todas as suas lembranças e sentimentos, ela não se lembraria de Yusuke, que nem ao menos sabe onde está agora.
— Eu aceito sua proposta. — Decidiu.
— Heheheh... MUAHAHAHAHAH! — Ele riu maleficamente e provocou uma grande explosão no local lançando Kitsune longe contra uma árvore, a floresta estava totalmente em chamas e Kitsune encontrava-se caída no chão, bastante ferida e sangrando. A última coisa que vira antes de desmaiar foi um clarão.
— Hmf... Onde eu estou...? Urgh... Minha cabeça... Dói... — A pequena foi abrindo os olhos lentamente tentando se levantar. — Quem... Sou eu? — Kentaro andou lentamente até ela com a espada apoiada em seu ombro e se agachou na frente da menina.
— Q-Quem é você? — Perguntou ela. — Você saberia... Quem eu sou?
— Seu nome é Kitsune. Seus pais foram mortos pelo seu pior inimigo... Os humanos. E agora você possui apenas um único sentimento, o ódio. Não confie em ninguém, são todos mentirosos e todos querem te machucar. — Disse encarando seriamente a garota.
— Então eu não deveria acreditar em você, certo? 
— Heh? Bom... Em mim você pode confiar, afinal eu sou como você. E só quero o seu bem... Tome isto. — Ele entregou a espada para a garota e levantou-se para ir embora.
— E-Espere! Aonde você vai?
— Não se preocupe, eu voltarei assim que você completar 15 anos e estiver mais forte, então iremos atrás de vingança... Até lá... Trate de exterminar o máximo de humanos possível, e lembre-se sempre... Você é somente um demônio e só serve para matar, portanto não se deixe levar por sentimentos ilusórios e não tente bancar a boazinha. Heheheh... — Dito isto, seu corpo começou a queimar e ele desapareceu, Kitsune levantou sacudindo o vestido já surrado e pegando sua espada no chão. 
— ...Eu preciso de outra roupa para vestir, não tem como guardar esta coisa grande no que estou vestindo. Ele poderia ter me falado mais... Agora... Para onde eu deveria ir? — Ela saiu andando enquanto arrastava a pesada espada pelo chão à procura de algum lugar para se abrigar, com um enorme ódio visível em seus olhos vermelhos feito sangue, ela poderia perder o controle novamente? Era provável. As palavras daquele estranho soavam como eco em sua cabeça — Somente um demônio e só serve para matar... Você possui apenas um único sentimento... Ódio... Vingança... Matar...—, aquilo só alimentava cada vez mais sua ira, caminhando novamente sozinha... Só que dessa vez... Sem memórias.
— Kitsune... Eu cheguei tarde... — Yusuke dizia para si mesmo ofegante enquanto observava a garota de trás das árvores.
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Aeeee, finalmente postei \o\
Peço desculpas por não ter postado antes, não tive tempo e a preguiça não colaborou muito como sempre.
Espero que tenham gostado desse capítulo. Provavelmente o próximo será o final <3
Não prometo postar no próximo sábado, talvez eu poste antes porque estou de férias, ou quem sabe depois -q Desculpe qualquer erro de ortografia ou outra coisa, eu revisei mais de cinco vezes (sou meia cega, sabe?) e fiquei com preguiça de revisar novamente. Ah, se alguém ae achou que o Kentaro é bonzinho, se enganou. Ele parece legal mas não é flor que se cheire -n
Se gostou, dá um like, favorito e se inscreve no canal :U
Não pera... 
Se gostou comenta dando sua opinião ou crítica. 
Agora sim -q
Ah, a Sakura vai começar outra fic, espero que sápotalinda faça maior dessa vez rç
See you in the next post, bro!

Memories of Kitsune - Cápitulo III

                Algum tempo depois, a menina acordou novamente com algo gelado escorrendo em seu rosto, quando abriu os olhos viu que estava chuviscando, sentou-se e olhou ao seu redor, não havia ninguém além de si mesma. Ela precisava sair dali e encontrar um abrigo logo antes que a chuva ficasse mais forte, mas pra onde iria? Era apenas uma criança sozinha no meio de uma grande floresta. Pôs-se de pé e sacudiu a poeira de seu vestido, caminhou durante horas até encontrar uma pequena aldeia, entrou sem chamar atenção das pessoas, ela era muito tímida e não tinha jeito com as palavras. Andou de cabeça baixa tentando não fazer contato visual com as pessoas ao seu redor, mas acabou se esbarrando em alguém.
— M-Me desculpe... Eu... — Disse levantando seu rosto para ver em quem havia se esbarrado, era uma garota, a mesma gritou horrorizada.
— S-Se afaste de mim, monstro! — Gritou a garota. Kitsune não entendeu, ela apenas havia se esbarrado acidentalmente. Antes de falar qualquer coisa, ela já havia sido cercada por todos da aldeia, eles a olhavam furiosamente como se ela fosse algum tipo de aberração. Era visível o ódio em seus olhos, Kitsune estava com medo e permaneceu imóvel.
— É outro daqueles demônios horríveis?! — Gritou um homem. — Sim! Eu posso ver sua aura maligna, além disso, ela possui assustadores olhos vermelhos! — Kitsune deu um passo pra trás, mas estava completamente cercada, não havia como correr. Então eles pegaram tudo o que puderam no chão e atiraram nela furiosamente enquanto a xingavam de tudo que podiam. A menina caiu de joelhos cobrindo sua cabeça, e sem que percebesse seu corpo estava brilhando, olhou para suas mãos e as mesmas já haviam virado garras enormes, presas começaram a surgir no lugar de seus dentes, ela tentou se controlar, mas não conseguiu. Atacou todos violentamente e arrancou suas cabeças, correu para fora da aldeia e adentrou no mato novamente. Correu até que estivesse bastante longe daquele lugar, parou perto de um lago e olhou para seu reflexo na água.
— Eu sou mesmo... Um monstro... — Logo voltou à sua forma normal, mas sentiu seus olhos e sua pele queimando, quando viu seu reflexo novamente percebeu que estava chorando, mas não eram lágrimas normais, eram lágrimas de sangue. Sentou-se no chão encolhida pensando no que Naraku falaria se tivesse visto aquela cena.
— Hum... Olá?—Ouviu-se uma voz à sua frente, ergueu sua cabeça e viu um garoto de cabelo azul esverdeado e olhos cinzas. — Você precisa de ajuda?
— Q-Quem é você? V-Vai me atacar como os outros...?
— Te atacar? — Ele sorriu.— Por que eu faria isso com uma garota?
— Eu sou um monstro...
— Um monstro? Por que diz isso? Eu não acho que você seja um monstro... —Ele disse ainda com o sorriso no rosto. — Se você tivesse visto o que eu fiz, jamais diria que é um monstro. — Sua expressão mudou, ele parecia arrependido com algo.
— O que você fez? — Kitsune perguntou curiosa enquanto olhava fixamente para aqueles olhos, de alguma forma eles lhe pareciam familiar.
— Eu matei pessoas...
— Não fora diferente de mim. Eu não queria ter feito aquilo... Mas eles me atacaram e me chamaram de coisas horríveis... Por que me odeiam tanto...? — O garoto ficou em silêncio por alguns segundos.
— Eu não te odeio... — Ele falou finalmente, segurando a mão de Kitsune. — Farei uma promessa... Eu nunca irei sair do seu lado e a protegerei custe o que custar! Ninguém mais vai dizer que te odeia e não vão mais te machucar... Ok? — Ergueu seu dedo mindinho, Kitsune o encarou por algum tempo e logo fez o mesmo.
— Ok!
— Ah, perdão... Eu sou Yusuke! Qual o seu nome?
— Kitsune! — Ela disse sorrindo.
— Bom... Vamos sair daqui, a chuva está aumentando cada vez mais... Consegue andar?
— Sim, um pouco...— Respondeu a garota levantando-se do chão. 
                Eles caminharam por um longo tempo até encontrar uma cabana velha, entraram e ficaram lá até que a chuva cessasse. Estavam cansados e famintos, mas não podiam fazer nada no momento, apenas esperar que o tempo melhorasse. De repente, ouviu alguém bater na porta, quando Yusuke abriu viu dois homens, um era alto e velho e o outro era baixo e muito gordo, ambos cheiravam à álcool e seguravam espingardas nas mãos.
— Heh... Na mosca! Eu sabia que eles estariam aqui! Agora poderemos nos livrar de uma vez por toda de vocês, criaturas desprezíveis. — Disse o homem baixo com um olhar assustador. Eles entraram e fecharam a porta.
— Quem são vocês? E o que querem? — Perguntou Yusuke.
— Não é da sua conta! 
— Ora, Stevie... Está sendo insensível com os pirralhos. Deixem eles saberem quem somos nós antes de morrerem... Vai ser divertido! — Falou o homem alto sorrindo maliciosamente.
— Humpf, que seja. Bom, pivetes... Eu sou Stevie, e ele é Romero. Estamos sendo pagos para acabar com a raça de vocês... Isso vai ser interessante... 
— Não se aproximem!  — Exclamou Yusuke já muito irritado. Rapidamente Stevie sacou sua espingarda e apontou para o garoto.
— Oe, oe! Devagar aí! Vamos faze-los pagar pelo que fizeram... Torturando-os um pouco. — Romero andou até o garoto com uma corda e o empurrou para o lado, imobilizou Kitsune que estava logo atrás e a amarrou.
— NÃO ENCOSTE NELA! — Gritou Yusuke. O punho dele estava em chamas, mas não era um fogo normal, parecia algum tipo de fogo negro. Uma grande lâmina surgiu no lugar de sua mão, ele respirava ofegante e seus olhos pareciam estar em chamas. Kitsune o olhou com os olhos arregalados, ela estava assustada mas não disse nada. O garoto correu em direção à Romero e enfiou a lâmina em seu peito que atravessou até o outro lado espirrando sangue em seu rosto. 
— D-Desgraçado... STEVIE! PEGUE A GAROTA! 
— Com prazer... — Stevie correu em direção à menina e a agarrou, em seguida correu pro lado de fora indo em direção à floresta.
— KITSUNE! — Yusuke chutou o homem que caiu de joelhos cuspindo sangue, ainda tentou alcançar Stevie, mas o mesmo já havia sumido com Kitsune. — K-Kitsune... Eu falhei... Mas eu não vou desistir ainda... Eu vou te salvar custe o que custar... — Lágrimas escorriam do rosto do rapaz enquanto corria, ele não sabia o que fazer, apenas correu para todos os lados na expectativa de encontrar o homem que havia levado Kitsune.

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Mais um capítulo, dessa vez consegui postar no dia certo -q
Bom, fiz pequeno porque minha avó tá me enchendo o saco aqui pra desligar o PC e cabô criatividade :U
Espero que tenham gostado. Comentem nessa porra, please <3
"Kd desenho, kd kd"
Eu comi o desenho #apanha -qqq
"Af, vsf sua pota num brinco mais ;A;"
Também te amo, Anony seo lindo rç <3
Enfim... Bye :U

Sakura: Continua, desgraçada :U
Kitsune: Armaria pod nem mais descansar ;A;

Memories of Kitsune - Capítulo II

Os dias iam passando e as crianças iam sendo adotadas, menos Kitsune, logo não restaria mais ninguém a não ser ela. A moça do orfanato ainda tentava anima-la com comentários bons sobre a menina, mas sempre acabava ouvindo o mesmo argumento:
— Eu não quero ser adotada, meus pais vão logo me tirar daqui. — Sendo assim, a mulher viu que não tinha outro jeito de conversar com a menina sem antes conquistar sua confiança. Resolveu sentar-se um pouco ao seu lado e tentar puxar assunto.
— Bem... Gostaria de me dizer o seu nome? — Ela perguntou dirigindo seus olhos ao rosto cansado da menina. Visto que a mesma não parecia disposta a responder, resolveu falar seu nome antes, com um enorme e sincero sorriso no rosto.
— Eu sou Naraku Hideko! Pode me chamar de Naraku. Eu quero sua confiança e ser sua amiga, pode conversar comigo sempre que quiser! — Dito isso, a menina permaneceu imóvel apenas olhando para um ponto fixo, o silêncio tomou conta daquele diálogo até que Kitsune resolveu falar algo.
— Eu sou Kitsune... É um prazer conhece-la.
— Igualmente, Kitsune!
— Obrigada por ter falado comigo e não fugido como os outros. — Agradeceu.
— Não precisa agradecer! Eu jamais fugiria de uma criança adorável feito você...
— Mas... Eu não sou humana... — Kitsune disse diminuindo seu tom de voz lentamente.
— Isso não importa... Você não representou ser uma ameaça para mim... Agora que nos conhecemos, será que você poderia me prometer uma coisa?
— Hum? Depende...
— Poderia prometer sempre sorrir não importando o que lhe digam? 
— Claro! — Respondeu Kitsune animada e com um belo sorriso em seu rosto, Naraku agradeceu retribuindo o sorriso. 
O sol já estava se pondo e as crianças foram dormir, aproveitando a oportunidade, Naraku foi à cozinha preparar alguns biscoitos para Kitsune, enquanto ela fazia os biscoitos, Kitsune brincava no canto da sala com quebra-cabeças e brinquedos de montar, fora assim durante todo o tempo que passava com Naraku, finalmente ela pôde compreender como é ter um amigo. Alguns dias depois todas as crianças — exceto Kitsune — haviam sido adotadas, pela primeira vez o orfanato estava quieto e deserto, já estava de noite, o céu estava nublado e sem nenhuma estrela, aquele silêncio todo estava tornando-se algo tedioso e não havia nada para fazer.
— Quer fazer alguma coisa? — Perguntou Naraku chamando a atenção de Kitsune que havia se ausentado mentalmente.
— Que coisa?
— Hum... Passear lá fora?
— Não acho que seja boa ideia... A neblina está muito densa e acho que vai chover... — Disse olhando pela janela, e estava certa, logo começou a chuviscar e sem que percebessem a chuva estava caindo brutalmente, e parecia que só estava disposta a piorar, os trovões soaram como uma manada de elefantes raivosos e os relâmpagos clareavam todo o céu negro. Parecia que o único entretenimento naquele instante era fazer uma corrida com os pingos da chuva que escorriam na janela.
— Está com fome? — Perguntou Naraku já entediada com aquilo.
— Sim, um pouco. — Respondeu. Naraku levantou-se e foi em direção à cozinha preparar algo para a garota comer. O que Kitsune não sabia era que o que parecia ser apenas uma noite tediosa seria o começo de um grande pesadelo. 
              Horas se passaram e a chuva finalmente havia cessado, a garota percebeu a ausência de Naraku, ela já estava na cozinha há muito tempo e quando a chamava ela não respondia. Resolveu ir até a cozinha que ficava três andares à cima, enquanto subia as escadas começou a sentir um cheiro estranho e quanto mais se aproximava, mais o cheiro ia aumentando, um pouco antes de chegar ela percebeu, era cheiro de fumaça. Dirigiu-se rapidamente à porta da cozinha e quando pôs-se nas pontas dos pés para poder enxergar através do vidro viu uma cena pavorosa. Tudo estava em chamas. Kitsune arregalou os olhos e tentou localizar Naraku, mas a fumaça não permitia, ainda tentou empurrar a porta, porém algo a bloqueava, ela já estava começando a sentir-se sufocada e o fogo aumentava cada vez mais.
— K-Kitsune! - Ouviu uma voz rouca e abafada gritar, seria Naraku? — S-Saia daqui! Eu vou ficar bem, e-eu prometo. Mas saia daqui! Corra e não olhe para trás, a-antes que seja... Tarde... — Kitsune estava imóvel e muito assustada, com medo do que poderia acontecer se ela corresse e deixasse Naraku para trás, mas a mulher estava certa, não podia permanecer ali por mais tempo, as chamas estavam se espalhando muito rápido e a fumaça já embaçava suas vistas. Saiu correndo desesperadamente procurando a saída, o que se tornou quase impossível, correu para todas as direções até finalmente encontrar as escadas. Mas a mesma já havia sido destruída pelo fogo. Até pensou em pular pela janela, porém se pulasse daquela altura poderia morrer. Ela estava sozinha novamente e não sabia o que fazer, não tinha como escapar, Naraku estava em perigo e ela não podia fazer nada para ajudar, mas ela não podia desistir, não agora. Mas quem poderia ter causado isso? Disso não sabia, mas de uma coisa estava ciente, um incêndio tão grande daqueles não poderia ter começado em um acidente, com certeza alguém começou ele enquanto Kitsune e Naraku estavam distraídas. Correu na direção oposta à escada procurando alguma brecha para sair, e tinha que encontrar rápido, já estava tornando-se difícil respirar naquele lugar, quando finalmente achou um jeito de sair o pior aconteceu. O teto de madeira estava desmoronando, mas a menina não percebeu e acabou sendo acertada bruscamente na cabeça por um pedaço de madeira. Imediatamente caiu no chão, sua cabeça estava doendo e sangrando muito, começou a ficar tonta e ali mesmo desmaiou. Seria esse o seu fim? Não... Não podia acabar de um jeito tão fácil assim, porém ela estava muito fraca para levantar e continuar a correr, resolveu-se entregar, lutar era inútil. 
              Ei... Acorde. Eu sei que você consegue, apenas abra os olhos. — Ouviu uma voz suave não muito longe, quem poderia ser? Ela não conseguia acordar, parecia estar presa em um sonho, tentou alcançar o som da voz, mas falhou. — Por favor... Você precisa acordar... —  A voz foi ficando mais alta e lentamente a garota foi abrindo os olhos, ainda estava um pouco inconsciente e não conseguia visualizar quem estava à sua frente, apenas viu belos e brilhantes olhos cinzas. — Eu sabia... Agora tente descansar... Você ainda está muito fraca... —  Disse a pessoa se afastando de Kitsune.
—  E-Espere... Q-Quem é você? —  Perguntou ela surpresa por ainda estar viva. A pessoa não respondeu, apenas deu um sorriso e foi embora. Kitsune tentou alcança-la, mas realmente estava muito fraca e tonta, fechou seus olhos novamente. O que mais desejava naquele momento era saber se Naraku havia escapado e quem era aquela pessoa misteriosa. De uma coisa ela tinha certeza... Jamais esqueceria aqueles olhos, e os procuraria novamente até o último dia de sua vida.
             
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Aeee, demorou mas saiu \o\
Espero que tenham gostado, não postei ontem porque quando estava quase finalizando o desenho minha avó mandou desligar o computador. ==' 
Mas enfim, tentei fazer esse um pouco maior, e me desculpem pelos olhos fail no final, foi de última hora e minha preguiça não ajudou muito -q
Comentem e digam o que acharam, aceito comentários positivos e negativos. 
Até, talvez eu poste outro capítulo ainda hoje... Quem sabe? -q
Ah, mais uma coisinha... Eu acho que vou escrever o passado de todos os outros personagens para que vocês entendam melhor. O próximo será o Yusuke (noss, por que será? -q), assim que essa fic terminar.
Bye owo


Memories of Kitsune - Capítulo I


Era apenas uma noite como outra qualquer, o céu estava nublado e a lua estava cheia. Todos ao redor, inclusive seus pais, a admiravam com os olhos cheios de brilho, ela era o Espírito da Raposa Demônio. E seu nome? Kitsune. Sim, era um belo nome e combinava perfeitamente com aquela pequena criatura. Porém ela não podia viver ali, os perigos eram incontáveis, seus pais estavam cientes disto, os outros demônios guardavam um grande rancor deles e fariam de tudo para tentar tirar a vida de sua filha. Além disso, uma grande guerra ocorreria ali em alguns anos. Então uma decisão fora tomada, eles escolheram mandar a criança para um orfanato em Tóquio — na sua forma humana —, assim que a mesma atingisse os sete anos de idade. Eles não tinham ideia do que aconteceria se a enviassem para lá, talvez os perigos pudessem ser maiores, mas tinham que arriscar. Anos se passaram e finalmente a pequena raposa transformou-se em sua forma humana. Ela era baixa, magra, pele fria e pálida como a noite, curtos cabelos negros que batiam na altura de seus ombros e enormes profundos olhos vermelhos. Vestia um encantador vestido preto e cinza com um sapatinho preto reluzente. Não era considerada uma garota normal no mundo humano, porém não tinha outra opção, essa era a sua forma. Logo chegou ao seu destino, na expectativa de fazer alguns amigos para não sentir-se só, seus pais foram embora dando-lhe um abraço apertado e um beijo em sua testa. Como ela se sairia? Até então pensou que conseguiria se enturmar, porém não foi bem assim. Ao entrar ela viu um pequeno grupo de crianças reunidas numa rodinha felizes a brincar. Eram crianças inocentes e cheias de vida. Sentada numa cadeira perto da pequena reunião havia uma mulher supervisionando as ingênuas crianças. Era uma mulher jovem alta, com longos cabelos dourados presos, usava óculos enormes e tinha um livro em mãos. Ao ver a garota entrar imediatamente foi recebê-la. Para a surpresa de menina, a mulher não se espantou com a aparência da garota e a puxou para conhecer as outras crianças, porém as mesmas se assustaram e recuaram com medo. A mulher deixou com que a garota conhecesse o orfanato e tentasse se entrosar com as crianças, mas ela não fez, Kitsune sentou-se no canto da sala e preferiu ficar lá observando. Tudo o que podia fazer era observar. Se tentasse se aproximar na certa seria rejeitada novamente. Observar e escutar... — “Aquela garota é muito estranha, não? Melhor não chegarmos perto dela. Ela tem olhos vermelhos e se veste de preto. Tá na cara que ela não é normal, além disso, o jeito que nos olha é assustador! Ei, pssiiiu! Quer falar mais baixo? Vai que ela escuta e resolve fazer algo horrível conosco?” — Esses eram os comentários que a menina ouvira o dia inteiro desde a sua chegada. O que deixava a garota depressiva e a fazia se isolar cada vez mais. A mulher do orfanato percebia isso e constantemente reclamava com as crianças por elas estarem sendo insensíveis com a garota sem antes conhece-la direito, mas não estava dando certo. Cada dia que se passava as coisas só pioravam. Aos poucos as crianças iam sendo adotadas, menos Kitsune, ela não queria mesmo... Já tinha seus queridos pais que há essa hora estavam no meio de uma guerra lutando pela floresta e pela própria sobrevivência, mas ela não deixava de sentir-se triste por ter sido rejeitada sem ao menos ter tido uma chance.


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Ok, esse capítulo não ficou muito legal até porque eu não levo jeito para escrever, mas me esforcei, espero que tenham gostado nem que tenha sido só um pouco. O desenho também não ficou lá essas coisas masok... Bom, se você leu tudo deixe um comentário com sua crítica ou sugestão para que eu possa melhorar na escrita. Vou tentar fazer o próximo um pouco maior, e para eu não me atrapalhar vou postar um novo capítulo a cada sábado. Acho que é só isso. Até.

[[Eu ainda não tenho uma merda que preste pra colocar aqui... ;-;]]